Salvar a face

Faixa de Mobius, exposta num museu de Estocolmo


Para salvar a face, há quem tenha duas. Para cada ocasião se escolhe a que melhor assenta naquele dia, naquele look, naquela companhia. A outra fica como suplente, para entrar em substituição da primeira quando esta apresenta já sintomas de fadiga. Certamente não será fácil manter aquela face o tempo todo, para além de cansativo, é (digamos que) aborrecido. Haverá, suspeito, um sentimento de satisfação, regozijo até, associado à capacidade de gerir estas substituições. É inevitavelmente na partilha desse gozo que a outra face se revela. E é inevitavelmente aí que se repõe alguma da verdade.


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