Manter à tona

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Vista para Veneza na viagem de barco de volta para Fusina


Desafios há, impostos pela vida, que são como a água. Se enchermos o peito de ar, não vamos ao fundo. O que conta é o momento em que inspiramos profundamente. Correrá melhor se o fizermos enquanto estamos à tona.

Mas a vida não é mãe, é madrasta. Acolhe-nos por afinidade, e não por opção. Colhe-nos a felicidade sem prestar atenção.

O ar que nos enche o peito para enfrentarmos dado, não desejado, desafio terá nalgum momento que sair, por fim. Nesse momento poderemos estar ainda submersos no desafio, a meio caminho da luz à superfície.

É preciso não desistir porque, mesmo arroxeados, pode faltar um só impulso para sentirmos o ar novamente.

É uma estafa, uma incerteza, uma ansiedade. Não existe a garantia de que vamos conseguir.

Mesmo assim, mais vale molhado e afoito que, sempre seco, bater no fundo.


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